P&D

SUFRAMA recebe visita de diretoria da Fundação Muraki

O superintendente da SUFRAMA, Appio Tolentino, recebeu na segunda-feira (03), no gabinete da autarquia, visita de cortesia da diretoria executiva da Fundação de Apoio Institucional Muraki.

A Fundação Muraki foi habilitada como coordenadora do Programa Prioritário de Formação de Recursos Humanos no âmbito do Comitê das Atividades de Pesquisa e Desenvolvimento na Amazônia (Capda). “É uma instituição que já desenvolveu mais de 600 projetos nessa área e tem muito a contribuir com criação de doutorados, mestrados e cursos de especializados voltados para atender às especificidades da nossa região”, salientou o diretor da Muraki, Paulo Adroaldo Alcântara. Também estiveram presentes na reunião os diretores Fernando Moreira e Alexandre Romero.

O superintendente agradeceu a visita e ressaltou que a SUFRAMA planeja estreitar parcerias com as instituições de pesquisas da região em busca de projetos estruturantes para diversificar a economia regional e diminuir a dependência do Polo Industrial de Manaus (PIM). Tolentino destacou a importância estratégica da formação de capital intelectual para o desenvolvimento regional. “Não há como pensar em desenvolvimento a longo prazo sem pensar num projeto estruturante como a capacitação de pessoas para que estejam preparadas para os desafios a que serão expostas”, destacou.

Programa prioritário
Os programas prioritários são conjuntos de projetos estratégicos voltados ao desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação que possuem grande relevância para o desenvolvimento regional. Por meio desses programas, empresas beneficiárias da Lei nº 8.387, de 30 de dezembro de 1991, e aquelas que possuem obrigação de aplicação de recursos em Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) estabelecida na definição do Processo Produtivo Básico (PPB) poderão investir em projetos que estejam alinhados com esses temas. Além da Formação de Recursos Humanos, também são programas prioritários Economia Digital e Biotecnologia.

por Enock NascimentoPublicado04/07/2017 08h20FONTE: Site SUFRAMA

 

Ford e DowAksa firmam parceria para P&D de fibra de carbono

A Ford anuncia a formação de uma parceria com a DowAksa – joint venture entre a Down Chemical e a Aksa Akrilik Kimya – para pesquisa e desenvolvimento (P&D) de novas técnicas e processos de manufatura focadas em custo baixo e alto volume de produção de fibra de carbono, a fim de superar seu alto custo e a oferta limitada no mercado. O objetivo é aumentar seu uso em carrocerias de veículos no futuro, tornando os carros mais leves, melhorando eficiência energética e sem comprometer desempenho e rigidez.

A iniciativa, que reforça uma parceria criada em 2012 pela Ford e Dow para o desenvolvimento de baixo custo de fibra de carbono, será apoiado pelo recém-criado Instituto de Inovação Avançada de Manufatura de Compósitos, criado pelo governo dos Estados Unidos e vinculado ao Departamento de Energia do país.

“Nossa colaboração com a DowAksa e a participação nesta organização aumenta significativamente o que somos capazes de alcançar. Nós temos uma verdadeira aliança de pessoas altamente qualificadas trabalhando para levar materiais automotivos para um novo nível”, disse Ken Washington, vice-presidente de pesquisa e engenharia avançada da Ford.

Compósitos de fibra de carbono têm sido utilizados em aviões e carros de corrida ao longo de décadas, porque fornecem alta resistência com peso extremamente baixo. É possível adaptar as propriedades de resistência a um componente específico - o que torna tão rígida ou flexível, conforme necessário para uma determinada aplicação. A intenção da Ford e da DowAksa é criar peças muito mais leves que possam substituir componentes feitos de aço:

“Nosso objetivo é desenvolver um material que possa reduzir significativamente o peso do veículo em apoio à melhoria da economia de combustível”, disse Patrick Blanchard, supervisor da área de compósitos da Ford. “A flexibilidade da tecnologia nos permite desenvolver materiais para todos os subsistemas de veículos em toda a linha de produtos - resultando em uma economia de peso de mais de 50% em comparação com o aço”, explica.

Para Douglas Parks, membro do conselho da DowAksa e co-fundador do Instituto de Inovação Avançada de Manufatura de Compósitos, a parceria com a Ford ajudará a superar as barreiras do uso da fibra de carbono em aplicações automotivas de alto volume: “O novo instituto fornece uma plataforma colaborativa para acelerar nosso progresso”, completa.

Além da Ford, o Grupo Volkswagen também anunciou sua participação no instituto.

Fonte: Automotive Business - http://www.automotivebusiness.com.br/

Lei do Bem: agregando valor às empresas e ao mercado nacional

“Lei do Bem” foi criada e instituída com o objeto de estimular e auxiliar as empresas privadas, no que diz respeito ao investimento em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), através de benefícios fiscais. A iniciativa busca valorizar o aprimoramento do serviço prestado a partir de projetos e novas estratégias empresariais que podem ser a chave para maior produtividade para, dessa forma, agregar valor tanto para a própria companhia quanto, de modo geral, ao segmento no qual ela atua.

Vale a pena destacar que, neste caso, inovação não significa, necessariamente, uma proposta inédita no mercado, mas sim uma plataforma, um procedimento ou um item novo no âmbito da empresa, além de melhorias ou novas funcionalidades. Diante desse cenário, a organização deve estar engajada na inovação de processos ou de produtos.

Dentre os principais incentivos fiscais, destacam-se os benefícios recorrentes da exclusão adicional da base de cálculo do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) , de 60% a 100% dos dispêndios; a redução de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre aquisição de bens utilizados em pesquisas e inovação; a depreciação integral de novos bens adquiridos e amortização acelerada de bens intangíveis utilizados no desenvolvimento de tais atividades, para determinação do Lucro Real; e a redução da alíquota de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre remessas efetuadas para o exterior destinadas ao registro e à manutenção de marcas, patentes e cultivares.

No entanto, a aplicação dos ‘Incentivos Fiscais à Inovação em Produtos e Processos” deve, inevitavelmente, passar por cuidadosas etapas de implantação. Além disso, torna-se primordial a formação multidisciplinar de profissionais capazes de lidar com a análise desses incentivos fiscais que serão transformados em aperfeiçoamento tecnológico.

Nesse sentido, podemos destacar a importância da execução de três etapas primordiais para resultados positivos: discussão dos projetos de P&D; identificação dos dispêndios elegíveis ao benefício e a apuração do incentivo; e a revisão das obrigações acessórias.

Em vista de real efetividade, alguns processos se fazem indispensáveis, desde entrevistas com as pessoas diretamente envolvidas nas atividades de pesquisa e desenvolvimento, visitas às plantas onde ocorrem as pesquisas, mapeamento de gastos, análise do critério de contabilização dos dispêndios com inovação tecnológica, cálculo do benefício a ser usufruído para fins de IRPJ e CSLL, orientação quanto à utilização do benefício para outros tributos (IPI e IRRF), análise de alternativas viáveis para maximização do incentivo fiscal, e muita atenção no preenchimento da ficha específica da inovação tecnológica da DIPJ (Declaração de Informações Economico-fiscais da Pessoa Jurídica) ou do ECF (Bloco de Escrituração Contábil Fiscal), e a revisão do formulário a ser entregue ao MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação).

Estima-se que as companhias adotem cada vez mais essa prática benéfica a variados polos e que ainda é negligenciada por falta de conhecimento e baixa da recorrência por suportes capazes de tirar dúvidas, auxiliar e acompanhar as instituições interessadas na utilização dos recursos e regalias oferecidas pela iniciativa federal.

Todo esse cenário visa, principalmente, que esforços sejam depositados na realização de pesquisas, refletindo positivamente na economia e no mercado nacional. Para as empresas o perceptível proveito está na obtenção de vantagem competitiva em relação às outras organizações.

Fonte: Maxpress Net - http://www.contabeis.com.br/

 

TICs levam competitividade a outros setores, destaca gestor

O 'Seminário Centros Globais de Pesquisa e Desenvolvimento em Tecnologia da Informação e Comunicação', realizado no Rio de Janeiro, discutiu com empresas as barreiras e os avanços para o desenvolvimento de pesquisas no setor. Entre os presentes, o secretário de Política de Informática do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Virgílio Almeida, comentou o papel das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs), no aumento da competitividade da indústria.

"[As TICs] são vetores que levam a inovação aos demais setores", afirmou o secretário, na abertura do encontro, promovido pelo MCTI, no Instituto Tércio Pacitti, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), nesta  quarta-feira (17).

Virgilio abordou ações de fomento à indústria de software no Brasil, para enriquecer o ambiente de inovação no país. Entre as iniciativas está a atração de centros globais de empresas estrangeiras; o incentivo à indústria do país para criar centros de pesquisa e desenvolvimento (P&D); a indução do uso e da absorção das pesquisas produzidas no Brasil; e o estreitamento dos laços entre as universidades e as empresas. 

O evento abriu espaço para empresas que assinaram memorandos de entendimento para a instalação, no País, de centros globais de P&D e para outras que foram contempladas com chamada pública para contratação de bolsistas por temporada. Os executivos apresentaram seus projetos e compartilharam experiências.

Para o diretor de Engenharia, Ciências e Exatas, Humanas e Sociais do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), Guilherme Sales Melo, boa parte da inovação depende de educação, ciência e tecnologia. "Temos de ter cada vez mais empresas participando da inovação e no edital tivemos de ser suficientemente flexíveis para atender às necessidades científicas e tecnológicas da indústria", pontuou.

Apresentações e discussões

As empresas estrangeiras com centros globais instalados no Brasil apresentaram seus projetos na primeira parte do seminário. A diretora de P&D da EMC2, Karin Breitmann, levantou a discussão sobre propriedade intelectual. "A titularidade das patentes tem de ficar com quem vai desenvolvê-las. A patente tem de ser uma garantia de negócio", argumentou. A companhia tem foco em big data, armazenamento e uso de grande volume de dados.

O gerente do Centro de P&D da Huawei, Tito Ocampos, relatou que o grupo enfatiza a produtividade e que a Lei de Informática dá estabilidade para investimentos em pesquisa no Brasil. "Nosso foco é em projetos que atendam ao dia a dia e na evolução dos produtos", contou. O líder do Centro de Excelência em Software e Produtividade da GE, Marcelo Blois, comentou os investimentos em capacitação. "Queremos aumentar o relacionamento com as universidades", disse.

Segundo o diretor internacional da Baidu, Ning Lei, a empresa, que já tem 30 milhões de usuários de aplicativos no país, ainda se prepara para instalar seu centro de P&D no Brasil. "O acordo foi assinado em julho", informou.

Apoio à pesquisa

A segunda parte do encontro foi dedicada às empresas contempladas com o edital para contratação de bolsistas. Segundo o gerente de Pesquisa da IBM, Renato Fontoura de Gusmão Cerqueira, a empresa contará com dez bolsas para pós-doutores.

"Os profissionais atuarão em pesquisa sobre o uso da computação cognitiva, para gerenciamento e exploração de recursos naturais", expôs. A Intel, por sua vez, vai intensificar as pesquisas em parceria com as universidades. "Já fizemos workshops acadêmicos e vários papers já foram publicados", disse o gerente de P&D, Fábio Tagnin.

Já o pesquisador titular do Instituto Tecnológico Vale (ITV) Cleidson Ronald Botelho de Souza ressaltou que a Vale investe na criação de novos negócios. "Nas pesquisas avançadas conseguimos identificar soluções para segurança a partir da nossa experiência em logística."

Por último, o diretor de P&D da Freescale, Armando Gomes, compartilhou a experiência do Discovery Labs. "Esse laboratório desenvolve projetos baseados em ideias  inovadoras de pesquisadores e, quando estas se tornam viáveis, são aproveitadas pela empresas", explicou.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação 

 

Laboratório Ocean é inaugurado após parceria entre UEA e Samsung

O Samsung Ocean é um centro de treinamento e capacitação para a criação de soluções móveis, voltado para universitários, desenvolvedores e aspirantes. No local, serão oferecidos cursos de livres (aulas de aproximadamente 4 horas sobre um assunto) e intensivos (cursos semestrais com 200 horas de carga).

Em Manaus, o Ocean é resultado da parceria estabelecida entra a UEA e multinacional coreana Samsung, que decidiu implantar o Ocean no Brasil (na filial em São Paulo) e, agora, no território amazonense. Os laboratórios são os primeiros do tipo fora da Coreia do Sul, terra natal da empresa.

A Samsung investe mais de 6% de seu faturamento para pesquisas e desenvolvimento (P&D) em diversas iniciativas pelo mundo. O objetivo da instalação desses centros de treinamento fora da terra natal da empresa é criar um ecossistema de profissionais que sejam capazes de usar as ferramentas da Samsung e propor soluções de conteúdos e serviços para os dispositivos da marca.

A construção do Samsung Ocean no Amazonas envolve 13 conceitos de sustentabilidade, entre eles a captação de água de chuva para a utilização em copa e banheiros. A fachada do prédio construído em Manaus e parte dos móveis e esquadrias utilizados no local foram construídos com madeira de barcos em desuso.

Fonte: UEA, por Paulo Bahia

Brasil fecha acordo com Reino Unido para cooperação em P&D

O presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Glaucius Oliva, e a diretora global de Educação e Sociedade do British Council, Jo Beall, firmaram na última quarta-feira (30), em Miami (Estados Unidos), um acordo para o desenvolvimento do programa Researcher Links. 

A iniciativa tem como objetivo a realização de workshops de pesquisa e encontros entre jovens cientistas do Reino Unido e do Brasil, enfatizando o estabelecimento de futuras colaborações em pesquisa. 

A assinatura foi feita durante a conferência internacional Going Global, um fórum anual para líderes discutirem a internacionalização da educação, organizado pelo British Council e que conta com a participação de mais de mil delegados vindos de 70 países diferentes, sendo 45 participantes brasileiros.

O Researcher Links já acontece em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), para pesquisadores do estado. 

“No ano passado o Brasil foi o país com o maior número de propostas. Foram recebidos 58 trabalhos, sendo que sete foram selecionados para receberem apoio. O acordo com o CNPq ampliará o alcance do programa por todo o Brasil”, disse o diretor de Educação de Sociedade do British Council no Brasil, Claudio Anjos.

FONTE: COMPUTERWORD -*Com informações da Agência MCTI

Samsung inaugura centro de treinamento gratuito para desenvolvedores e estudantes

Os participantes serão apresentados às ferramentas de desenvolvimento da Samsung e deverão propor soluções de conteúdos e serviços para os dispositivos da marca. 

Estudantes, desenvolvedores e pessoas interessadas em participar podem realizar a inscrição pelo website do Ocean. Os cursos serão focados em apps e devem abordar os kits de desenvolvimento (SDK) da Samsung para games, smartTVs, sistema operacional Android e Tizen e design de interface.

“Os aparelhos estão cada vez mais parecidos fisicamente e podemos ver isso nas lojas. Mas os consumidores querem algo mais nesses produtos. A Samsung quer ir além do hardware e quer ser destaque em software também. E queremos que o usuário veja essa relevância”, disse a INFO, Fábio Croitor, diretor do Media Solution Center da Samsung para América Latina.

Os cursos livres serão disponibilizados de acordo com a quantidade de vagas e procura pelos mesmos, e a carga horária será de 4 horas. Já para os cursos intensivos, com carga horária de até 200 horas, serão 30 alunos por turma selecionados de acordo com regras a serem estabelecidas pela Samsung. 

Todas as opções de cursos serão gratuitas e os alunos receberão um certificado de conclusão. Até o final deste ano a Samsung espera atender cerca de 4 mil interessados. 

“Com nossos investimentos chegamos a uma liderança em inovação com a criação de produtos como a rede 4G LTE, tocadores Blu-ray e televisores com tela curva. Todos esses vieram de uma estrutura de pesquisa montada pela Samsung. E é isso que esperamos ver no Brasil”, afirma Yeunbae Kim, presidente de Pesquisa & Desenvolvimento da Samsung no Brasil.

Segundo a Samsung, em todo o mundo a empresa investe 6% do seu faturamento — ou cerca de US$ 13,6 bilhões — em P&D e com a inauguração desta unidade em São Paulo, o Brasil passará a exercer um papel importante neste setor para a companhia. 

Além do Ocean em São Paulo, a partir do segundo semestre deste ano a Samsung também irá inaugurar outra unidade na cidade de Manaus, em parceria com a Universidade do Estado do Amazonas. 

“Nossa intenção é integrar e oferecer um programa inovador, um centro de treinamentos e capacitação. E introduzir temas relacionados a negócios e empreendedorismo, levando um tom mais prático para ir além da faculdade”, disse Croitor.

Samsung Developer Day - A Samsung também anunciou que irá realizar seu primeiro evento para desenvolvedores no Brasil. Ainda sem uma data definida, o Developer Day irá ocorrer até o fim deste primeiro semestre na cidade de São Paulo.

O evento irá apresentar as últimas ferramentas da Samsung para desenvolvedores e contará com palestras e uma hackathon de 12 horas para a concepção de soluções móveis para a marca. 

De acordo com a Samsung, este deverá ser o primeiro de uma série de Developers Day no Brasil. Mas a companhia não pretende lançar produtos durante o evento e sim apresentar soluções para os que já existem.

FONTE: Monica Camp - Info Online

Competição nacional para construção de aeromodelo terá participação de alunos da UEA

Alunos da Escola Superior de Tecnologia (EST) participarão de competição para construção de aeronave rádio controlada organizada pela SAE Brazil (Society of Automotive Engineers), em São Paulo. A SAE Brazil Aerodesign 2014, acontecerá no período 30 de outubro a 2 de novembro deste ano, com diversas competições que chamam a atenção de estudantes de Engenharia das mais diversas áreas.

A capitã da equipe, Erika Ramos, afirma que a iniciativa começou após a motivação dos alunos. O interesse pelo projeto da construção do aeromodelo motivou a inscrição de 60 alunos para a seleção que finalizou com um total de oito selecionados para atuarem na Urutau Aerodesign. Neste momento, os alunos trabalham no projeto para o início da elaboração do aeromodelo.

O aeromodelo deve estar pronto até setembro deste ano. “Vamos estar com ele pronto até o dia 30 de setembro”. Os testes da equipe de Manaus serão feitos na pista do aeroclube e em uma pista localizada na Faculdade Nilton Lins, no conjunto Parque das Laranjeiras, em Manaus. O grupo desenvolve suas atividades provisoriamente nos laboratórios dos cursos na Escola Superior de Tecnologia (EST), em Manaus.

“As outras equipes que ganharam em 2013, já tem vagas reservadas para 2014, então nós temos que ficar brigando também com as outras equipes para ganhar. É muito importante para nós saber que, de todo o Brasil, de várias equipes, vamos poder participar com elas e aprender. Estamos no páreo”, disse.

O orientador do projeto, Antônio Cláudio Kieling, afirma que a equipe trabalhará a questão do design, da área e da planta do projeto, além da questão relacionada aos materiais. Atualmente, a equipe possui 18 componentes e conta ainda com uma equipe de 11 professores. “A ideia é que eles venham a aplicar os conhecimentos adquiridos na sala de aula na vida real”, afirmou Kieling.

A participação dos acadêmicos na equipe Urutau também contribuirá para novas iniciativas e para a implantação de núcleos na própria instituição. “Tudo para eles é uma realidade. Talvez, vale mais que a experiência que eles possam ter com aulas teóricas. Eles também promovem o gerenciamento de um projeto industrial e é o que as indústrias precisam, de pessoas que tenham experiência prática”, disse o professor.

Antônio Kieling destaca ainda que a ideia é criar um núcleo capacitado de desenvolvimento, com foco em Engenharia Aeronáutica na UEA. “Nós contamos ainda com a estrutura da EST de laboratório de sondagem, laboratório de química, laboratório de metrologia, laboratório de materiais, laboratório de ensaios e testes, laboratório de física e outros. Todos eles com técnicos e professores, para que nós possamos concluir com bastante sucesso a participação na competição”, completou.

A Competição.

A SAE Brasil é uma competição que acontece anualmente no período de novembro a outubro. O projeto SAE Aerodesign é um desafio lançado aos estudantes de Engenharia que tem como principal objetivo propiciar a difusão e o intercâmbio de técnicas e conhecimentos de Engenharia Aeronáutica entre estudantes e futuros profissionais de Engenharia da mobilidade. Ao participar do projeto, o acadêmico se envolve com um caso real de desenvolvimento de projeto aeronáutico, desde a concepção, elaboração de projeto detalhado, construção e testes.

FONTE: UEA - Por Vanessa Brito.

Incremento na produção de petróleo fomenta pesquisa e inovação

O crescimento na produção de petróleo no Brasil impulsiona também os investimentos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P,D&I). Nos próximos 10 anos, serão gerados mais de R$ 30 bilhões em investimentos obrigatórios na área, sendo que nos 16 anos anteriores o montante foi menos que um terço disto, R$ 8,4 bilhões. Carlos Frederico Rocha, professor do Instituto de Economia da UFRJ, especialista em temas associados à indústria do petróleo e gás, acredita em uma continuidade da trajetória de inovação da indústria brasileira. Para ele, o volume de investimento promete a atualização tecnológica do setor e a expansão da capacitação tecnológica das universidades. Benefícios que alcançarão não só os realizadores dos investimentos, mas a sociedade como um todo. 

A obrigação de investimento em P,D&I contempla 1% da receita bruta das concessionárias que operam campos de grande produção e 0,5% no caso do contrato de cessão onerosa. O ano de 2020 deve registrar a maior obrigação de investimentos, com quase R$ 4 bilhões, contra R$ 1,2 bilhão do ano passado e R$ 1,4 bilhão deste ano.

Rocha explica que o investimento previsto na área faz parte da estratégia de regulação do setor. "Esse recurso aumenta com a produção. Como a gente vai aumentar a produção nos próximos anos, você tem um aumento potencial do investimento em pesquisa". Existe uma divisão de 50% desses recursos para a indústria e o restante para centros de pesquisa credenciados. O gasto em pesquisa básica, então, é bastante elevado no Brasil - a maior parte aplicada nas universidades.

O primeiro efeito desses aportes é a atualização da tecnologia, levando a uma continuidade da trajetória de inovação que caracteriza a indústria brasileira, aponta Rocha. A Petrobras é a que tem maior percentual de gastos em P,D&I entre as empresas. As atividades da estatal estão centralizadas no Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), no Rio de Janeiro. Trata-se de um dos complexos de pesquisa aplicada mais importantes do mundo, com laboratórios avançados, salas de simulações e imersão em processos da indústria de energia.

A Petrobras também adotou um novo modelo de parceria tecnológica com universidades e institutos de pesquisa por meio de redes colaborativas. Essas parcerias incluem a criação de laboratórios de ponta, capacitação de pesquisadores e desenvolvimento de projetos. A expansão da capacitação tecnológica da universidade, inclusive, assim como o investimento na indústria, de acordo Rocha, beneficia não somente quem realiza a P&D, mas um grupo maior de entidades, em um movimento conhecido por externalidade positiva. 

"Se o recurso for bem aplicado, haverá benefícios não só para quem realiza, mas para a sociedade como um todo, aprendendo e adquirindo conhecimento que vai ser absorvido não só pelas universidades, empresas, as pessoas também vão absorver e se beneficiar disso", destaca.

>> Pré-sal apresenta sinais positivos na produção de petróleo

>> Petrobras: meta de crescimento da produção é de 7,5% em relação a 2013

Desafios ainda existem, mas no caminho para serem solucionados. No caso da universidade, um impasse ainda é poder contar com um grupo de pesquisa capacitado para utilizar essa verba. A questão é formar grupos de pesquisa. Já se encaminha, contudo, um número muito maior de teses na área de petróleo e gás e também de engenheiros sendo formados, o que indica um horizonte mais promissor na pesquisa universitária.

A primeira fase dos investimentos costuma ser aplicada quase toda na compra de equipamentos. Isso reflete na projeção da estrutura de pesquisa do país no exterior. Rocha visitou laboratórios de pesquisa na área de petróleo, química e engenharia naval no Reino Unido, e teve a prova de que os laboratórios brasileiros são reconhecidos como muito melhores do que os deles. Entre a estrutura brasileira, ele ressalta o tanque oceânico da UFRJ, que se tornou um exemplo para o mundo inteiro.

"Nós estamos muito bem equipados". Rocha também lembra a instalação de laboratórios de pesquisa de multinacionais no país, para acabar com a dificuldades de investir os recursos.

Os números de investimento em P,D&I foram publicados em boletim da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), como resultado das previsões de produção informadas pelas empresas operadoras à agência. O estudo inclui os campos que já estão produzindo, as áreas constantes no contrato de cessão onerosa e as áreas com previsão de produção pelo Plano de Avaliação.

FONTE: Jornal do Brasil

O que é a Lei do Bem?

A Lei 11.196/05, que passou a ser conhecida como “Lei do bem”, cria a concessão de incentivos fiscais às pessoas jurídicas que realizarem pesquisa e desenvolvimento de inovação tecnológica.

Sabe-se que o crescimento dos países passa pelo investimento em pesquisa, desenvolvimento e inovação. O governo federal, por meio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), utiliza esse mecanismo para incentivar investimentos em inovação por parte do setor privado. Com isso, busca aproximar as empresas das universidades e institutos de pesquisa, potencializando os resultados em P&D.

Pré-Requisitos

Existem alguns pré-requisitos para obter os incentivos fiscais da Lei do Bem, são eles:

  • Empresas em regime no Lucro Real
  • Empresas com Lucro Fiscal
  • Empresas com regularidade fiscal (emissão da CND ou CPD-EN)
  • Empresas que invistam em Pesquisa e Desenvolvimento

 

O que define atividades de Pesquisa e Desenvolvimento de Inovação Tecnológica?

O conceito de Pesquisa e Desenvolvimento de Inovação Tecnológica é muito amplo. O que é considerado inovação? Quais os critérios que as empresas terão que cumprir para obter os incentivos Fiscais da Lei do Bem?

Sabendo dessa amplitude do conceito, o governo, ao criar a Lei do Bem, utilizou-se dos conceitos obtidos no Manual de Frascati para definir o que realmente faz e não faz parte de Pesquisa e Desenvolvimento. Com isso, chegamos à definição de P&D subdividida em três grupos:

  • Pesquisa básica ou fundamental: consiste em trabalhos experimentais ou teóricos realizados principalmente com o objetivo de adquirir novos conhecimentos sobre os fundamentos dos fenômenos e fatos observáveis, sem considerar um aplicativo ou um uso em particular.
  • Pesquisa aplicada: consiste na realização de trabalhos originais com finalidade de aquisição de novos conhecimentos; dirigida principalmente ao um objetivo ou um determinado propósito prático.
  • Desenvolvimento experimental: consiste na realização de trabalhos sistemáticos, baseados em conhecimentos pré-existentes, obtidos por meio de pesquisa e/ou experiência prática, tendo em vista a fabricação de novos materiais, produtos ou dispositivos, processos, sistemas e serviços ou melhorar consideravelmente os já existentes.
Em resumo: 

Considera-se inovação tecnológica: a “concepção de novo produto ou processo de fabricação, bem como a agregação de novas funcionalidades ou características ao produto ou processo que implique melhorias incrementais e efetivo ganho de qualidade ou produtividade, resultando maior competitividade no mercado”.

Dessa forma, são elegíveis à Lei do Bem, os projetos com as características definidas acima.

FONTE: http://www.leidobem.com/lei-do-bem-inovacao/