Lei de Informática

Big data e computação em nuvem são alvo de aporte em P&D no Brasil

Com promessas de novos investimentos em pesquisa e desenvolvimento no país, passam a ser seis os centros de P&D de multinacionais estrangeiras instalados no Brasil dentro da política de incentivos do TI Maior. Segundo o secretário de Políticas de Informática do MCT, Virgílio Almeida, os centros representam quase US$ 1 bilhão em aportes.

“Os dois memorandos de entendimento que firmamos são para dois novos centros de P&D, um da Huawei, que prevê US$ 200 milhões em três anos, e da Baidu, que espera ter 30 pesquisadores e investimento de US$ 120 milhões em três anos também”, festeja Almeida.

Os acordos foram firmados ao lado de outros 30 atos de cooperação entre Brasil e China, pacote que aproveitou a visita do presidente Xi Jinping. A Huawei vai seguir na linha das pesquisas sobre computação em nuvem, tema que já implicou na doação de dois datacenters da empresa a universidades brasileiras.

A Baidu, mais conhecida pelo motor de buscas que rivaliza com o Google e que também ganhou versão brasileira, também promete implantar um centro de pesquisas por aqui. Nesse caso, as linhas se concentram em mineração de dados (data mining) e aprendizagem automática (machine learning).

“A Baidu tem três centros de P&D na China, um no Japão, um no Vale do Silício (EUA) e um em Cingapura. Somos o sétimo no mundo”, diz o chefe da Sepin. “Chegamos a quase US$ 1 bilhão em P&D vindos do exterior na área de TI. Mais do que comerciais, são parcerias intelectuais”, completa Almeida.

Nos últimos dois anos, outras quatro empresas anunciaram investimentos em pesquisa no Brasil. A Microsoft indicou investimentos próximos a US$ 100 milhões e a Intel cerca de US$ 150 milhões. A EMC e a SAP também trouxeram centros de P&D ao país, investimentos de US$ 100 milhões e US$ 60 milhões, respectivamente.

FONTE: Convergência Digital - Hotsite Cloud Computing

Luís Osvaldo Grossmann

Competição nacional para construção de aeromodelo terá participação de alunos da UEA

Alunos da Escola Superior de Tecnologia (EST) participarão de competição para construção de aeronave rádio controlada organizada pela SAE Brazil (Society of Automotive Engineers), em São Paulo. A SAE Brazil Aerodesign 2014, acontecerá no período 30 de outubro a 2 de novembro deste ano, com diversas competições que chamam a atenção de estudantes de Engenharia das mais diversas áreas.

A capitã da equipe, Erika Ramos, afirma que a iniciativa começou após a motivação dos alunos. O interesse pelo projeto da construção do aeromodelo motivou a inscrição de 60 alunos para a seleção que finalizou com um total de oito selecionados para atuarem na Urutau Aerodesign. Neste momento, os alunos trabalham no projeto para o início da elaboração do aeromodelo.

O aeromodelo deve estar pronto até setembro deste ano. “Vamos estar com ele pronto até o dia 30 de setembro”. Os testes da equipe de Manaus serão feitos na pista do aeroclube e em uma pista localizada na Faculdade Nilton Lins, no conjunto Parque das Laranjeiras, em Manaus. O grupo desenvolve suas atividades provisoriamente nos laboratórios dos cursos na Escola Superior de Tecnologia (EST), em Manaus.

“As outras equipes que ganharam em 2013, já tem vagas reservadas para 2014, então nós temos que ficar brigando também com as outras equipes para ganhar. É muito importante para nós saber que, de todo o Brasil, de várias equipes, vamos poder participar com elas e aprender. Estamos no páreo”, disse.

O orientador do projeto, Antônio Cláudio Kieling, afirma que a equipe trabalhará a questão do design, da área e da planta do projeto, além da questão relacionada aos materiais. Atualmente, a equipe possui 18 componentes e conta ainda com uma equipe de 11 professores. “A ideia é que eles venham a aplicar os conhecimentos adquiridos na sala de aula na vida real”, afirmou Kieling.

A participação dos acadêmicos na equipe Urutau também contribuirá para novas iniciativas e para a implantação de núcleos na própria instituição. “Tudo para eles é uma realidade. Talvez, vale mais que a experiência que eles possam ter com aulas teóricas. Eles também promovem o gerenciamento de um projeto industrial e é o que as indústrias precisam, de pessoas que tenham experiência prática”, disse o professor.

Antônio Kieling destaca ainda que a ideia é criar um núcleo capacitado de desenvolvimento, com foco em Engenharia Aeronáutica na UEA. “Nós contamos ainda com a estrutura da EST de laboratório de sondagem, laboratório de química, laboratório de metrologia, laboratório de materiais, laboratório de ensaios e testes, laboratório de física e outros. Todos eles com técnicos e professores, para que nós possamos concluir com bastante sucesso a participação na competição”, completou.

A Competição.

A SAE Brasil é uma competição que acontece anualmente no período de novembro a outubro. O projeto SAE Aerodesign é um desafio lançado aos estudantes de Engenharia que tem como principal objetivo propiciar a difusão e o intercâmbio de técnicas e conhecimentos de Engenharia Aeronáutica entre estudantes e futuros profissionais de Engenharia da mobilidade. Ao participar do projeto, o acadêmico se envolve com um caso real de desenvolvimento de projeto aeronáutico, desde a concepção, elaboração de projeto detalhado, construção e testes.

FONTE: UEA - Por Vanessa Brito.

Proposta da Abinee atrai setor de software para a Lei de Informática

A estratégia seria agregar maior valor em diversas etapas que compõem um produto final, através da absorção de conteúdo local. E a entidade citou insumos, manufatura, hardware, software embarcado, aplicativos, engenharia de sistemas e integração de soluções - como parte dessa estratégia.

Se o interesse da indústria nesta aproximação não fica clara para o setor de software, que sempre reivindicou uma "Lei de Informática" própria, ou medidas que pudesses inserir o software nos objetivos da legislação, então os empresários atentem para o que a Abinee recomenda ainda ao governo na revisão da Lei: "estabelecer programa de estímulos para o desenvolvimento e integração de soluções e softwares embarcados, a exemplo do que existe em países desenvolvidos".

Benefícios progressivos

Em seu documento, a Abinee entende que o governo poderia conceder novos "benefícios progressivos", caso os fabricantes de bens finais alcancem maior agregação local de valor, "acima das suas obrigações básicas (PPB)". A entidade não especificou em sua proposta de revisão da Lei de Informática, que benefícios progressivos espera receber do governo se cumprir tal meta.

Mas dentro dessa estratégia, a Abinee quer que o governo permita às empresas a escolha das etapas de produção nas quais aplicaria maior valor agregado local. A entidade entende que as empresas poderiam com essa medida assegurar "produtividade, escala e, principalmente competitividade".

Portaria 950 do MCTI

Com a proposta de revisão do PPB e até mesmo a criação de um PPA, a Abinee entende que o governo terá espaço para revisar também a Portaria MCTI nº 950/06. Nessa revisão, ao invés de considerar o produto acabado como "tecnologia desenvolvida no país", a Abinee entende que o governo poderia poderia adotar o mesmo modelo que sugeriu para a flexibilização dos PPBs: "considerar o benefício nas diversas etapas de produção, partes/peças e softwares que agreguem valor ao produto final".

A mudança na Portaria 950 beneficiaria a indústria afiliada à Abinee como um todo, que vem sofrendo para conseguir no governo a certificação necessária de "indústria nacional", principalmente quando ocorrem os processos de compras governamentais.

O documento entregue pela Abinee contém propostas para diversas áreas em que o governo vem tentanto,à duras penas, diversificar ou tentar atrair para o país. Há propostas para a gestão da lei, para atração de investimentos em semicondutores, para uma nova política industrial para componentes que abrange outros setores da economia, e não apenas o de TICs, além de medidas de incremento ao comércio exterior e de parcerias comerciais.

Vejam as principais propostas da Abinee para revisão da Lei de Informática e de criação de uma política industrial mais abrangente:

I – PARA A LEI DE INFORMÁTICA

1.Autorizar a destinação da aplicação dos recursos de P&D, exigida dos produtores de bens incentivados, para o desenvolvimento da capacitação dos fornecedores locais e integradores de soluções, incluindo as design houses;

2.Harmonizar as regras de investimentos em P&D entre as Leis nº 8.248/91 e Lei nº 8.387/91;

3.Reduzir o tempo de depreciação (depreciação acelerada) de ativos/equipamentos tecnológicos utilizados em P&D;

4.Selecionar áreas alvo para o desenvolvimento e especialização, apostando em suas forças atuais e desenvolvendo novas para definição de novos programas prioritários e encomendas tecnológicas;

5.Estimular os investimentos em pesquisa e desenvolvimento na fronteira do conhecimento (e não apenas incremental);

6.Ampliar a cooperação entre empresas e instituições, nacionais e do exterior, para o desenvolvimento, a aquisição e transferência de tecnologia;

7.Discutir (governo e setor privado) a proposição de estímulos para que, no âmbito da Lei de Informática, os fabricantes locais gozem de ambiente propício para exportar, priorizando a celebração de acordos tarifários bilaterais;

8.Transformar o Processo Produtivo Básico (PPB) em um instrumento que permita a empresa escolher, entre as várias opções disponíveis, as etapas de valor agregado local mais adequadas ao seu produto e à sua operação, assegurando produtividade, escala e, principalmente, competitividade para as empresas do setor;

9.Ampliar o conceito de valor agregado local abrangendo toda a cadeia de valor de uma solução de TIC incluindo, por exemplo, insumos, manufatura, hardware, software embarcado, aplicativos, engenharia de sistemas e integração de soluções;

10.Estabelecer o PPA (Processo Produtivo Avançado), para os fabricantes de bens finais que alcançarem maior agregação local de valor, acima das suas obrigações básicas (PPB), seriam oferecidos benefícios progressivos;

11.Estabelecer programa de estímulos para o desenvolvimento e integração de soluções e softwares embarcados, a exemplo do que existe em países desenvolvidos;

12.Aprimorar a Portaria MCTI nº 950/06, que define o produto com tecnologia desenvolvida no país, de modo a considerar o benefício nas diversas etapas de produção, partes/peças e softwares que agreguem valor ao produto final.

I.1 – PARA GESTÃO DA LEI

1.Intensificar esforços/ações para que o MCTI/SEPIN conclua a análise dos relatórios de P&D, apresentados pelas indústrias, no prazo máximo de 12 meses, contados a partir da data estabelecida como limite para a entrega dos referidos relatórios;

2.Reduzir os extensos intervalos de análise e publicação das Portarias Interministeriais definitivas de concessão de incentivos;

3.Promover a redução do prazo de publicação das portarias de definição do Processo Produtivo Básico (PPB);

4.Implantar sistema automatizado de gestão dos incentivos da Lei (“Projeto Aquarius”).

II – PARA DEFINIÇÃO DE UMA POLÍTICA INDUSTRIAL PARA COMPONENTES

Embora a indústria de TIC seja uma das principais usuárias de componentes não é a única. Setores como automotivo, aeronaval, e de bens de consumo demandam, em escala crescente, componentes eletrônicos e eletromecânicos. Por isso, é mister enxergar o tema de componentes de maneira abrangente, para além da indústria de TIC.

Visando reduzir o déficit da balança comercial de componentes eletrônicos, a ABINEE considera importante a criação do Programa de Adensamento da Cadeia Eletrônica (PACE), com ênfase para os componentes estratégicos e software embarcado, que serão definidos em reuniões entre a indústria e o governo.

Eleitos novos componentes estratégicos, estes passariam a gozar dos benefícios do PADIS. Atualmente, apenas os semicondutores e displays gozam desta condição.

1.Aceleração das concessões e dos investimentos previstos no Programa de Investimentos em Logística (PIL) e melhor execução dos projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC);

2.Ações que promovam a melhoria do ensino fundamental ao superior;

3.Adoção da “Janela Única de Comércio Exterior” para reduzir tempo e despesas dos operadores (exportadores e importadores), conferindo parcela importante de competitividade à produção nacional, principalmente àquela que necessita de insumos importados para produzir e, posteriormente, exportar (drawback e regimes aduaneiros especiais);

4.Modernização da legislação do RECOF e da LINHA AZUL, de modo a flexibilizar os parâmetros para utilização desses regimes e, consequentemente, transformando-os em fator de incentivo ao aumento das exportações;

5.Retomada das negociações regionais no âmbito da ALADI (inclusive MERCOSUL), com firme liderança do governo brasileiro, com vistas a abranger diversas temáticas nos Acordos de Nova Geração, tais como: compras governamentais; comércio de serviços; regras de origem, proteção a investimentos (protocolo para evitar a dupla tributação); proteção à propriedade intelectual; entre outros;

6.Adoção pelo governo federal de ações que favoreçam as exportações de TICs e firme atuação no combate àquelas que sejam restritivas às exportações.

FONTE: Luiz Queiroz - Site Convergência Digital