O que é indústria 4.0 e como ela vai impactar o mundo?

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Gostaríamos de divulgar na íntegra um breve artigo publicado por  Cristiano Bertulucci Silveira, no www.citisystems.com.br/industria-4-0/. Cristiano é Formado em Engenharia Elétrica pela UNESP (Universidade Estadual Paulista). Segue o texto na íntegra:

 

O que é a indústria 4.0? É um conceito de indústria proposto recentemente e que engloba as principais inovações tecnológicas dos campos de automação, controle e tecnologia da informação, aplicadas aos processos de manufatura. A partir de Sistemas Cyber-Físicos, Internet das Coisas e Internet dos Serviços, os processos de produção tendem a se tornar cada vez mais eficientes, autônomos e customizáveis.

Isso significa um novo período no contexto das grandes revoluções industriais. Com as fábricas inteligentes, diversas mudanças ocorrerão na forma em que os produtos serão manufaturados, causando impactos em diversos setores do mercado.

Resumo das três revoluções industriais seguida pela quarta revolução, ou indústria 4.0. O termo indústria 4.0 se originou a partir de um projeto de estratégias do governo alemão voltadas à tecnologia. O termo foi usado pela primeira vez na Feira de Hannover em 2011.

 

Em Outubro de 2012 o grupo responsável pelo projeto, ministrado por Siegfried Dais (Robert Bosch GmbH)  e Kagermann (acatech) apresentou um relatório de recomendações para o Governo Federal Alemão, a fim de planejar sua implantação. Então, em Abril de 2013 foi publicado na mesma feira um trabalho final sobre o desenvolvimento da indústria. Seu fundamento básico implica que conectando máquinas, sistemas e ativos, as empresas poderão criar redes inteligentes ao longo de toda a cadeia de valor que podem controlar os módulos da produção de forma autônoma. Ou seja, as fábricas inteligentes terão a capacidade e autonomia para agendar manutenções, prever falhas nos processos e se adaptar aos requisitos e mudanças não planejadas na produção.

 

1 – Princípios da Indústria 4.0

Existem seis princípios para o desenvolvimento e implantação da indústria 4.0, que definem os sistemas de produção inteligentes que tendem a surgir nos próximos anos. São eles:

 

Capacidade de operação em tempo real: Consiste na aquisição e tratamento de dados de forma praticamente instantânea, permitindo a tomada de decisões em tempo real.

 

Virtualização: Simulações já são utilizadas atualmente, assim como sistemas supervisórios. No entanto, a indústria 4.0 propõe a existência de uma cópia virtual das fabricas inteligentes, permitindo a rastreabilidade e monitoramento remoto de todos os processos por meio dos inúmeros sensores espalhados ao longo da planta.

 

Descentralização: A tomada de decisões poderá ser feita pelo sistema cyber-físico de acordo com as necessidades da produção em tempo real. Além disso, as máquinas não apenas receberão comandos, mas poderão fornecer informações sobre seu ciclo de trabalho. Logo, os módulos da fábrica inteligente trabalharão de forma descentralizada a fim de aprimorar os processos de produção.

 

Orientação a serviços: Utilização de arquiteturas de software orientadas a serviços aliado ao conceito de Internet of Services.

 

Modularidade: Produção de acordo com a demanda, acoplamento e desacoplamento de módulos na produção. O que oferece flexibilidade para alterar as tarefas das máquinas facilmente.

 

2 – Pilares da indústria 4.0:

Com base nos princípios acima, a indústria 4.0 é uma realidade que se torna possível devido aos avanços tecnológicos da última década, aliados às tecnologias em desenvolvimento nos campos de tecnologia da informação e engenharia. As mais relevantes são:

 

Internet das coisas (Internet of Things – IoT): Consiste na conexão em rede de objetos físicos, ambientes, veículos e máquinas por meio de dispositivos eletrônicos embarcados que permitem a coleta e troca de dados. Sistemas que funcionam a base da Internet das Coisas e são dotados de sensores e atuadores são denominados de sistemas Cyber-físicos, e são a base da indústria 4.0.

 

Big Data Analytics: São estruturas de dados muito extensas e complexas que utilizam novas abordagens para a captura, análise e gerenciamento de informações. Aplicada à indústria 4.0, a tecnologia de Big Data consiste em 6Cs para lidar com informações relevantes: Conexão (à rede industrial, sensores e CLPs), Cloud (nuvem/dados por demanda), Cyber (modelo e memória), Conteúdo, Comunidade (compartilhamento das informações) e Customização (personalização e valores).

 

Segurança: Um dos principais desafios para o sucesso da quarta revolução industrial está na segurança e robustez dos sistemas de informação. Problemas como falhas de transmissão na comunicação máquina-máquina, ou até mesmo eventuais “engasgos” do sistema podem causar transtornos na produção. Com toda essa conectividade, também serão necessários sistemas que protejam o know-how da companhia, contido nos arquivos de controle dos processos.

 

Além destas tecnologias, outros dispositivos terão um papel importante na indústria 4.0. Como a tecnologia RFID, que vem ganhando espaço com os sistemas de rastreabilidade industrial, e os módulos IO-Link.  Esses módulos possuem endereço IP próprio, com conexões diretas de alto e baixo nível. Portanto, descentralizam e organizam a rede de sensores e demais componentes. Com o processo de modularidade da indústria 4.0, aliado à crescente quantidade de sensores que serão utilizados nas fábricas inteligentes, os módulos IO-Link desenvolvimento de sistemas Cyber-físicos para fábricas inteligentes. Conexões de dispositivos industriais convencionais x Conexões via módulos distribuídos IO-Link. Conforme o avanço das tecnologias aqui citadas, a tendência é que em um futuro próximo as fábricas se adequem ao conceito de indústria 4.0, tornando-se altamente autônomas e eficientes.

 

3 – Impactos da Indústria 4.0:

Um dos maiores impactos causados pela indústria 4.0 será uma mudança que afetará o mercado como um todo. Consiste na criação de novos modelos de negócios. Em um mercado cada vez mais exigente, muitas empresas já procuram integrar ao produto necessidades e preferências específicas de cada cliente. A customização prévia do produto por parte dos consumidores tende a ser uma variável a mais no processo de manufatura, mas as fábricas inteligentes serão capazes de levar a personalização de cada cliente em consideração, se adaptando às preferências.

Outro ponto que será abalado pela quarta revolução industrial será a pesquisa e desenvolvimento nos campos de segurança em T.I., confiabilidade da produção e interação máquina-máquina. A tecnologia deverá se desenvolver continuamente para tornar viável a adaptação de empresas a este novo padrão de indústria que está surgindo.

Os profissionais também precisarão se adaptar, pois com fábricas ainda mais automatizadas novas demandas surgirão enquanto algumas deixarão de existir. Os trabalhos manuais e repetitivos já vêm sendo substituídos por mão de obra automatizada, e com indústria 4.0 isso tende a continuar. Por outro lado, as demandas em pesquisa e desenvolvimento oferecerão oportunidades para profissionais tecnicamente capacitados, com formação multidisciplinar para compreender e trabalhar com a variedade de tecnologia que compõe uma fábrica inteligente.

Co-autoria: Guilherme Cano Lopes

Quem insistir que TI é custo vai ficar fora da transformação digital

O tempo tem sido predominante para acelerar a transformação digital, uma vez que as inovações acontecem de forma muito rápida. “Hoje a tecnologia surge e em um ano já há milhares de aplicações no mercado”, afirmou o presidente da Intel Brasil, Maurício Ruiz, durante a sua apresentação na ABES Conference, realizada no dia 20 de agosto, em São Paulo.

Segundo Ruiz, atualmente, todo o mercado está buscando o seu caminho, mas a tecnologia ainda precisa amadurecer seus produtos, quando se pensa nas novas tecnologias. leia-se, blockchain, inteligência artificial e outras. A grande mudança, destaca, é que se até bem pouco tempo, a tecnologia era apenas custo, mas, hoje, passou a ser investimento. “Se as empresas não olharem TI como investimento vão ficar para trás”, advertiu.

E se mudar é complexo, o CEO da Intel Brasil lembra que, na história, a disrupção só foi ruim quando as empresas e o governo não estavam preparados. “A disrpução não é só o caos. Ela é potencial de novos negócios. Cabe a nós, ter a discussão e estar preparado. Ela vai acontecer e precisamos saber como agir. É pensar com a cabeça do século 21”, reforçou. Para Ruiz, o conselho que é dado hoje na Intel é: siga os dados. Eles vão dar a trilha das oportunidades. Assistam à apresentação.

Indústria 4.0: No Brasil, ainda se investe pouco em big data, nuvem e Inteligência Artificial

Indústria 4.0: No Brasil, ainda se investe pouco em big data, nuvem e Inteligência Artificial

Ana Paula Lobo* … 28/06/2018 … Convergência Digital

Nos últimos dois anos anos, aumentou em 10 pontos percentuais o número de grandes indústrias brasileiras que utilizam tecnologias digitais. Entre o início de 2016 e o de 2018, o percentual das empresas que utilizam pelo menos uma das 13 tecnologias digitais consideradas nas entrevistas passou de 63% para 73%. Entre as 632 ouvidas, 48% pretendem investir em recursos da Indústria 4.0, mostra a pesquisa Investimentos em Indústria 4.0, da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Os dados mostram a relação entre o uso atual de tecnologias digitais e o planejamento de investimentos. No grupo das empresas que vão investir em recursos da Indústria 4.0, 96% já utilizam alguma ferramenta digital e 4% não dispõem de nenhuma das 13 modaldalidades tecnológicas listadas na pesquisa.

“Esse cenário demonstra que as empresas ainda estão em estágio inicial da migração para a digitalização. Essa decisão sugere que as empresas ainda estão em fase de implantação das tecnologias. Será um processo gradual, mas os dados já demonstram uma evolução na indústria brasileira”, afirma Renato da Fonseca, gerente-executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI.

EFICIÊNCIA

Segundo a pesquisa, a indústria apostou na modernização para ganhar eficiência na produção e melhorar a gestão dos negócios. Entre que já usam tecnologias digitais, 90% das empresas o fazem em tecnologias voltadas para o processo de produção e/ou a gestão. A aplicação para desenvolvimento de produtos são utilizadas por 58% das respondentes. No caso de recursos voltados a produto e novos modelos de negócio, o percentual cai para 33%.

A pesquisa comparou o uso de tecnologias digitais em 2016, quando a CNI realizou a primeira sondagem especial sobre Indústria 4.0 e digitalização da economia, e 2018. Os números dão ideia de como o tema se popularizou e demonstram difusão das tecnologias na indústria brasileira, ainda que as tecnologias mais populares tenham se mantido.

A automação digital com sensores para controle de processo segue como o recurso digital mais popular, utilizado por 46% das entrevistadas em 2018, contra 40% dois anos atrás. Na sequência, aparecem sistemas integrados de engenharia para desenvolvimento e manufatura de produtos, com 37%, aumento de 10 pontos percentuais em relação a 2016, e automação digital sem sensores, com 30%, que registrou maior crescimento, uma vez que no período anterior era usado por 15% dos entrevistados.

Tecnologias mais sofisticadas têm menor presença na indústria brasileira, mas já é possível observar, pela intenção de investir ainda em 2018, a crescente relevância para os empresários. Por exemplo, 17% das empresas que investirão em tecnologias digitais pretendem investir em sistemas inteligentes de gestão, gêmeos digitais e inteligência artificial. Outros 23% devem adquirir tecnologias relacionadas a serviços em nuvem associadas a produtos. Para 18%, os investimentos se darão ainda em big data.

“É um caminho natural. As empresas primeiro experimentam, observam resultados e, aos poucos, tendem a sofisticar os investimentos. O que devemos chamar a atenção é que o Brasil não tem muito tempo para fazer essa transição. É preciso rapidez nesse processo”, alerta Renato da Fonseca.

A expectativa de retomada da demanda foi o principal fator de estímulo ao investimento da Indústria em 2018. Fatores técnicos, ou seja, tecnologia, mão de obra e matéria-prima, também afetaram po­sitivamente a decisão de investir. Recursos financeiros e regulação ou burocracia pesaram contra o investimento.

Entre as empresas que pretendem investir em tecnologias digitais, 69% indicaram que suas decisões de investimento, como um todo, foram estimuladas pela demanda em 2018. Para 18%, a de­manda foi limitante na decisão de investir. No caso das empresas que pretendem investir, mas não em tecnologias digitais, a demanda foi considerada estimulante para 61% das empresas e limitante para 27%.

Fonte: Assessoria da CNI

Processo Seletivo Curso Internet das Coisas

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Fundação Muraki financia especialização em Internet das Coisas

Curso será oferecido gratuitamente após seleção e conta com parceria da UFAM

 

Em plena era da 4ª Revolução Industrial, a capacitação de profissionais para atendimento às necessidades tecnológicas da indústria 4.0 é uma realidade cada vez mais latente.

Para atender demandas da indústria local a Fundação de Apoio Institucional Muraki, unidade gestora do Programa Prioritário de Formação de Recursos Humanos (PPRH), habilitada por meio de convênio entre Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA), Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e do Comitê das Atividades de Pesquisa e Desenvolvimento na Amazônia (CAPDA), irá financiar e coordenar a pós-graduação em Internet das Coisas, já que capta recursos financeiros junto às empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM), incentivadas pela Lei da Informática, garantindo a gratuidade do curso aos alunos inscritos.

De acordo com Fernando Moreira, coordenador do PPRH, a Fundação atua como intermediadora dos agentes locais. “A Muraki tem o papel de aproximar as instituições de ensino e pesquisa junto à comunidade empresarial, objetivando a formação técnica para o desenvolvimento regional”, diz o coordenador.

Objetivo

O foco do curso é aproximar os futuros profissionais do mercado, qualificando-os para o desenvolvimento de soluções para a Internet das Coisas, que pode ser vista como a combinação de tecnologias que propõem interconectar todos os objetos ou coisas usados no dia a dia da internet.

De acordo com o professor Eduardo Solto, doutor em Redes de Computadores e Sistemas Distribuídos, do Instituto de Computação (IComp), ligado à Universidade Federal do Amazonas (UFAM), parceira nesse curso, espera-se preparar o aluno para atuar em vários tipos de projetos tecnológicos.

“Especificamente este curso pretende fornecer ao aluno uma ampla visão do mundo da Internet das Coisas, incluindo aspectos de hardware, software, comunicação e também aspectos de tratamento da informação e de negócio. Integrando teoria e prática, o objetivo é capacitar o aluno a desenvolver soluções completas em IoT”, afirma Souto. 

Inscrições

Para se inscrever o candidato precisa ser graduado nas diversas áreas da Computação e engenharias. As inscrições vão do dia 30 de julho a 8 de agosto e serão efetuadas pela internet, onde o candidato deverá preencher o requerimento de inscrição disponível na página do curso, enviando upload em formato PDF, além de documentos exigidos como o diploma de graduação, currículo e projeto de pesquisa.

Seleção

A seleção será dividida em duas etapas. Na primeira, será analisado o projeto de pesquisa, de caráter eliminatório e com peso 2. A nota classificatória será acima de 7,0. Na segunda, será avaliado o currículo, que é de caráter classificatório e com peso 1.

O resultado da classificação final ocorrerá no dia 3 de setembro de 2018, na Secretaria do Instituto de Computação e no endereço eletrônico da especialização.

Curso

A pós-graduação Lato Sensu em Internet das coisas será no período noturno, tendo alguns módulos aos sábados, e tem carga horária de 360 horas/aula, começando no dia 24 de setembro. A programação do curso inclui disciplinas como Webservices em aplicações móveis, Computação em Nuvem para IoT, Redes de Sensores, entre outras.

INFORMAÇÕES

O que é – Pós-Graduação Lato Sensu Internet das Coisas

Inscrições – 30/07 a 08/08

Endereço eletrônico – http://icomp.ufam.edu.br/site/index.php/pos-graduacao/latu-senso/poslato

Valor – Gratuito

 Download edital : Edital n.º 039-2018-PROPESP-UFAM Especializacao em IoT v0.5_ 

O que é Codese ?

A MURAKI terá um represente no Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico de Manaus (Codese Manaus) CODESE. O projeto se chama  “O futuro da minha cidade”, que tem a missão de planejar a capital amazonense para os próximos 20 anos. A oportunidade e a problemática surge em função do crescimento rápido e desordenado da cidade, o trânsito caótico e a “estagnação” do modelo Zona Franca de Manaus.
O CODESE já existe em outras capitais e tem por objetivo geral suprir a lacuna entre a sociedade e o governo,  para o planejamento econômico, sustentável e estratégico de longo prazo. Não é difícil levantar as grande demandas da capital do Amazonas e tentar transformar os problemas em grandes oportunidades de emprego, renda e geração de riquezas.
O CODESE será formado por nove câmaras temáticas e em Manaus, pretende conduzir o conceito de “Smart City” que é criar condições de sustentabilidade, melhoria das condições de existência das populações e fomentar a criação de uma economia criativa pela gestão baseada em análise de dados.
A Fundação MURAKI, como Coordenadora do PROGRAMA PRIORITÁRIO DE FORMAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS, vê como grande a oportunidade  de participar da Câmara Temática de Tecnologia e Inovação, observando as demandas necessárias para a formação ou capacitação, pilares fundamentais para a consolidação dessa grande iniciativa.
Fernando Moreira, Coordenador do PP-RH da Fundação MURAKI.